Arquivo | julho, 2017
2 jul

 

Eu acredito que nós todos somos fruto de tudo aquilo que vivemos. Tudo o que tomamos com verdade modifica o nosso modo de enxergar a realidade, e também o nosso modo de ser perante o mundo que nos circunda.

  Essa história se passa no início do século XXI na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Cidade localizada no Hemisfério Sul geográfico. No momento, economicamente, vivemos no capitalismo com um alto consumo em massa. A tecnologia e a internet tem mudado a forma de viver , de se comunicar e de acessar informações para as pessoas. Vivo num ecossistema urbano e a principal forma de acesso para mim aos bens necessários a sobrevivência é através da troca de serviço em dinheiro e dinheiro em bens (comida e moradia).

 Enfim, o que eu quero dizer com tudo isso? Que o ambiente tem uma forte interferência com o que acontece a todos nós ao longo de nossa vida, que a sociedade e a civilização fazem parte do mundo, modificado sim por nós humanos, mas que, enquanto animais, ainda somos parte da natureza, e tudo o que produzimos também é parte da natureza. Está tudo conectado. Cientistas falam sobre o aquecimento global e todos os processos agressivos que os seres humanos tem na busca por recursos para alimentar a esse sistema capitalista. Enfim, somos animais, e fazemos parte da natureza. Competimos por recursos com outros seres vivos de diversas espécies, incluindo os de nossa própria espécie. Se nós chegamos até esse ponto da nossa sociedade, certamente, a competição tem uma enorme influência sobre isso, e nós humanos, estamos apenas exercendo o nosso papel modificador no planeta, como qualquer outro animal.

Observemos que segundo as teorias vigentes, na origem da vida no nosso planeta, o ar era repleto de co2, H2S, dentre outros gases. Essa atmosfera era boa para as bactérias que viviam naquele determinado ambiente. Quando, novas bactérias começaram, por um problema de recursos naturais, a fazer fotossíntese, estas também começaram a modificar intensamente as características físico químicas de nossa atmosfera, que passou de oxidante à redutora. Resultado: a nova característica físico-química da atmosfera causou uma alta mortalidade das bactérias, abrindo assim, novos nichos que possibilitaram que formas de vida mais aptas aquele ambiente dominassem.  Tudo isso foi acontecendo gradualmente, e continua a acontecer, só que no momento, nós seres humanos somos a forma de vida dominante, e estamos modificando o ambiente a nossa volta para a nossa sobrevivência enquanto seres individuais e enquanto espécie.

É lógico que esses processos interferem na natureza de um modo geral, afinal nós fazemos parte da natureza. Não somos algo separado, mas insistem em nos mostrar o problema como se fosse assim.